Comece pelo que o médico já pediu
A forma mais ética e mais fácil de aumentar o ticket é garantir que o paciente faça, na sua clínica, o que o médico já indicou.
- Na saída da consulta, a recepção confere se há pedido de exames e oferece para fazer ali mesmo ou agendar.
- Explique as vantagens práticas: resultado no mesmo lugar, médico vendo os exames no retorno, menos deslocamento.
- Acompanhe quantos pedidos de exames saíram das consultas e quantos foram feitos na casa.
Exemplo de abordagem na recepção: “O doutor pediu esses três exames. Conseguimos fazer a coleta agora mesmo, ou prefere agendar para amanhã cedo, já que um deles precisa de jejum?”
Não é empurrar: é facilitar a vida de quem já precisa fazer. O mesmo vale para o paciente que manda a foto do pedido pelo WhatsApp: responda com o orçamento completo, e não só com o exame que ele perguntou. Muitas vezes ele nem sabia que a clínica fazia todos.
Monte check-ups e pacotes que fazem sentido
Pacotes ajudam o paciente a entender o que fazer e quanto vai gastar. Para funcionar, precisam ter lógica clínica e ser fáceis de explicar.
- Defina os pacotes com o responsável técnico: check-up por faixa de idade, saúde da mulher, saúde do homem, avaliação antes de começar atividade física.
- Dê um nome claro e liste o que está incluído.
- Mostre o preço do pacote ao lado do preço avulso, se houver vantagem.
- Deixe o texto pronto para a equipe usar no WhatsApp e na recepção, sempre com o mesmo preço.
Evite pacotes inchados com exames que pouca gente precisa. Pacote que parece “empurrado” derruba a confiança.
Mostre o que a clínica oferece
Muitos pacientes não sabem que a clínica faz ultrassom, vacinas, exames cardiológicos ou que tem outras especialidades. Mostrar isso no momento certo é informação, não insistência.
- Na conversa de agendamento, mencione serviços ligados ao motivo da consulta, quando houver relação.
- Na recepção, use cartazes e a TV da sala de espera para mostrar os serviços.
- No pós-atendimento, mande uma mensagem com o que a clínica oferece para aquela fase da vida (criança, gestante, idoso).
- Treine a equipe para responder “vocês fazem…?” sem precisar perguntar a ninguém.
Organize o retorno no prazo certo
O retorno é uma das maiores fontes de receita recorrente, e uma das que mais se perdem. O paciente sai da consulta com a orientação de voltar em seis meses e ninguém lembra.
- Agende o retorno antes de o paciente sair, quando possível.
- Se não der para agendar, registre o prazo e programe um lembrete.
- Para quem não volta há muitos meses, faça uma campanha de reativação por especialidade.
Exemplo de mensagem: “Olá, Carla! Já faz seis meses desde sua última consulta com o endocrinologista. Que tal agendar o acompanhamento? Temos horários na próxima semana.”
Acompanhe quantos pacientes voltaram em cada especialidade. Esse número mostra se o retorno está funcionando.
Acompanhe o ticket do jeito certo
O ticket médio sozinho pode enganar. Se ele subiu porque menos pacientes vieram, não é boa notícia. Olhe junto:
- Ticket por tipo de atendimento: consulta, exame de imagem, laboratório.
- Ticket por unidade e por atendente, para encontrar boas práticas.
- Quantidade de pacientes no mesmo período.
- Exames que o médico pediu e o paciente não fez na casa.
- Valor do paciente ao longo do tempo: quanto um paciente novo gasta nos meses seguintes.
O objetivo é que o paciente faça mais na sua clínica porque é mais prático e confiável, e não porque foi pressionado.
Treine a equipe para oferecer sem constranger
A diferença entre ajudar e empurrar está na forma de falar. Recepcionistas e atendentes precisam de treino e de frases prontas para oferecer com naturalidade.
- Parta da necessidade do paciente. “O doutor pediu um ultrassom. Quer aproveitar e fazer hoje?” funciona melhor do que “quer fazer mais algum exame?”.
- Ofereça uma vez, com clareza. Se o paciente recusar, respeite e registre. Insistir gera desconforto.
- Explique o benefício prático: menos deslocamento, resultado junto, médico vendo tudo no retorno.
- Nunca use medo como argumento. Frases que assustam podem até vender uma vez, mas destroem a confiança.
- Conheça o que a clínica faz. A equipe precisa saber preços, preparos e prazos de cor, ou ter o texto pronto à mão.
Uma prática útil é fazer, uma vez por semana, uma conversa curta com a equipe sobre um serviço específico: para quem é, quanto custa, qual o preparo e como oferecer. Conteúdos curtos e um quiz rápido ajudam a fixar.
Metas por serviço também ajudam, desde que sejam justas e conferidas com o atendimento real. Meta sem conferência estimula registro errado; meta conferida estimula a oferta bem feita.
Como o SENSIS ajuda
O SENSIS ajuda a transformar essas ideias em rotina:
- BI com consultas, retornos e exames que o médico deixou, e quem não voltou por especialidade.
- Valor do paciente ao longo do tempo, para ver quanto cada novo paciente gera nos meses seguintes.
- Campanhas no WhatsApp para retorno por especialidade e para quem fez um exame e pode precisar de outro.
- Textos prontos com o preço da Tabela de preços, inclusive para pacotes.
- Sugestões de venda na ficha do paciente quando ele liga, com orçamentos e próximos atendimentos.
- Metas por exame para a equipe, no BateMeta, com ranking e prêmios, e vendas conferidas com o atendimento real.
- Aprender: conteúdos curtos e quiz sobre cada serviço, para a equipe oferecer com segurança.
Veja os painéis em BI e indicadores.
Dúvidas frequentes
como aumentar o ticket médio de uma clínica?
Garanta que o paciente faça na clínica os exames que o médico pediu, ofereça check-ups e pacotes com lógica clínica, mostre os serviços da casa e organize o retorno no prazo certo.
o que é ticket médio na clínica?
É o valor médio gasto por paciente ou por atendimento em um período. Calcula-se dividindo o faturamento pelo número de atendimentos ou de pacientes.
vale a pena criar pacotes de check-up?
Vale, quando os pacotes são definidos com o responsável técnico, têm nome claro, preço transparente e fazem sentido para quem vai comprar. Pacote inchado afasta o paciente.