Funil de atendimento: do primeiro contato ao pagamento
O funil mostra o caminho do paciente e onde ele desiste. Em uma clínica, as etapas costumam ser:
- Contato: mandou mensagem ou ligou.
- Orçou: recebeu preço ou informação de exame ou consulta.
- Agendou: marcou horário.
- Compareceu: foi atendido.
- Pagou: o atendimento foi pago.
Olhe quantos pacientes passam de uma etapa para a outra. Se muitos orçam e poucos agendam, o problema pode estar no preço ou no atendimento. Se muitos agendam e poucos comparecem, o problema está na confirmação. Cada gargalo pede uma ação diferente.
Para o funil funcionar, cada contato precisa ser ligado ao mesmo paciente do começo ao fim, normalmente pelo número de celular. Assim dá para saber que aquela mensagem de segunda virou um atendimento pago na quinta. Monte o funil separado por canal, porque o paciente que vem de anúncio costuma se comportar diferente de quem vem por indicação médica.
Conversão: quanto do interesse vira atendimento
Conversão é a parte dos contatos ou orçamentos que vira atendimento. É um dos indicadores mais úteis para a equipe de atendimento.
- Conversão de orçamentos: orçamentos que viraram atendimento ÷ total de orçamentos.
- Conversão por atendente: mostra quem tem algo a ensinar ao time.
- Conversão por canal: WhatsApp, telefone, recepção.
- Conversão de campanhas: quantos pacientes que receberam uma campanha fizeram o atendimento.
Defina bem o que conta como convertido. Contar só o atendimento pago dá um número mais honesto do que contar qualquer agendamento.
Faltas e ociosidade da agenda
Horário vazio é receita que não volta. Separe duas coisas:
- Faltas: o paciente marcou e não veio. Acompanhe por médico, dia da semana, horário e tipo de paciente.
- Ociosidade: o horário estava aberto e ninguém marcou. Mostra agendas com excesso de oferta ou com pouca divulgação.
Faltas altas pedem uma rotina melhor de confirmação e remarcação. Ociosidade alta pede ajuste de agenda, campanhas ou um olhar sobre a demanda daquela especialidade. Acompanhe também a agenda futura: quantos horários já estão ocupados nas próximas semanas dá uma ideia do movimento que vem pela frente.
Ticket médio e valor do paciente
O ticket médio mostra quanto cada atendimento rende em média. Calcule por tipo de serviço, unidade e período. Mas olhe junto com o volume: ticket subindo com menos pacientes não é boa notícia.
Um indicador ainda mais completo é o valor do paciente ao longo do tempo: quanto um paciente novo gasta na clínica nos meses seguintes ao primeiro atendimento. Ele mostra a força do retorno e da fidelização.
- Acompanhe pacientes ativos e inativos por período.
- Veja quantos voltaram em cada especialidade.
- Olhe os exames que o médico pediu e o paciente não fez na casa.
Esses números mostram onde está o dinheiro que a clínica já conquistou, mas não está aproveitando.
Origem do paciente e custo por paciente que pagou
Saber de onde o paciente veio é essencial para investir bem em marketing. Registre a origem de cada contato: anúncio, site, indicação médica, campanha, passou na frente.
- Pergunte na primeira conversa como o paciente conheceu a clínica, ou capture automaticamente quando ele vem de um anúncio ou do site.
- Some o investimento de cada canal no período.
- Divida pelo número de pacientes que pagaram o atendimento vindo daquele canal.
O resultado é o custo por paciente que pagou. Ele é mais honesto do que o custo por clique ou por mensagem, porque mostra o que de fato virou receita. Compare com o valor do paciente ao longo do tempo para saber se o canal se paga.
Como acompanhar sem se afogar em números
Ter indicadores não adianta se ninguém olha. Uma rotina simples:
- Todo dia: realizado do dia contra a meta, ritmo do mês e alertas do que saiu do normal.
- Toda semana: funil, conversão, faltas e ligações perdidas, comparando com a semana anterior.
- Todo mês: ticket, valor do paciente, origem e custo por paciente, retorno por especialidade.
Compare sempre com períodos equivalentes, como o mesmo dia da semana ou o mês anterior até o mesmo dia. E transforme o alerta em ação: um responsável, um prazo e o indicador que vai mostrar se deu certo.
Outros cuidados que evitam conclusões erradas:
- Uma fonte só para cada número. Quando cada setor tira o dado de um lugar, as reuniões viram discussão sobre qual planilha está certa.
- Definições escritas. Deixe claro o que é “convertido”, “falta” ou “paciente novo”, para todos contarem do mesmo jeito.
- Separação por unidade e por serviço. Um total bom pode esconder uma unidade em queda.
- Poucos indicadores na reunião. Escolha cinco ou seis que geram decisão, e deixe o resto para consulta.
Com isso, a reunião de gestão deixa de ser um relato do mês passado e passa a ser uma conversa sobre o que fazer na semana seguinte.
Como o SENSIS ajuda
O SENSIS junta esses indicadores com os dados da própria operação:
- Funil por canal, com a origem do paciente e o custo por paciente que pagou.
- BI com orçamentos e conversão, agendas com ociosidade e faltas, pacientes ativos e inativos, retorno, valor do paciente e exames por médico.
- Inteligência Executiva: indicadores do dia comparados com o normal, alertas e ações com responsável e prazo.
- Pergunte ao SENSIS: perguntas em português sobre os seus números, com gráfico e a origem dos dados.
- Visão geral com realizado, meta e ritmo do mês por unidade, e comparativo com o ano anterior.
- Painel do atendimento e da telefonia, com tempo de resposta, ligações perdidas e conversas por dia e hora.
Como tudo vem do mesmo sistema do atendimento, os números batem entre os painéis. Veja em BI e indicadores.
Dúvidas frequentes
quais indicadores uma clínica deve acompanhar?
Os principais são o funil de atendimento, a conversão de orçamentos, as faltas e a ociosidade da agenda, o ticket médio, o valor do paciente ao longo do tempo, a origem do paciente e o custo por paciente que pagou.
como calcular o custo por paciente da clínica?
Some o investimento em um canal no período e divida pelo número de pacientes que vieram por esse canal e pagaram o atendimento. Assim você mede o que virou receita de verdade.
o que é funil de atendimento na clínica?
É o caminho do paciente do primeiro contato ao pagamento: contato, orçamento, agendamento, comparecimento e pagamento. Ele mostra em qual etapa os pacientes desistem.