Por que o médico reclama do prontuário eletrônico
A consulta tem tempo curto. Cada minuto que o médico gasta procurando um campo, rolando uma tela ou digitando de novo algo que já estava escrito é um minuto a menos olhando para o paciente. As reclamações mais comuns se repetem em quase toda clínica:
- Telas genéricas: o mesmo formulário para o pediatra, o oftalmologista e o cardiologista, com campos que não servem para nenhum deles.
- Histórico escondido: para ver a última consulta ou o último exame, é preciso abrir várias janelas.
- Documentos lentos: atestado, receita e pedido de exames feitos fora do prontuário, às vezes à mão.
- Medo de perder o texto: a sessão cai e o que foi escrito some.
- Sistema que não funciona no celular: o médico quer ver a agenda do dia antes de chegar.
Quando a gestão escuta essas queixas com atenção, percebe que o problema não é o médico resistir à mudança. É a ferramenta não respeitar o jeito como ele trabalha.
O que um bom prontuário precisa ter
Antes de comparar fornecedores, monte uma lista simples com o que não pode faltar. Uma boa base é esta:
- Modelos por especialidade. O pediatra precisa de curva de crescimento. O oftalmologista precisa de prescrição de óculos. O dentista precisa de odontograma. A consulta padrão precisa de queixa, exame físico, diagnóstico e conduta.
- Liberdade para ajustar. Cada médico deve poder mudar a ordem das seções, tirar o que não usa e salvar o próprio modelo.
- Histórico ao lado. As consultas anteriores e os exames do paciente visíveis sem sair do atendimento.
- Documentos dentro do atendimento. Atestado, receita, pedido de exames e encaminhamento saindo do mesmo lugar.
- Rascunho e finalização. Salvar no meio e continuar depois. Depois de finalizado, só acrescentar um adendo com data e autor, nunca apagar.
Preparar a consulta antes de o paciente entrar
Os melhores atendimentos começam um minuto antes da porta abrir. Se o médico vê um resumo do paciente antes de chamá-lo, a conversa já começa no ponto certo. Um bom resumo traz:
- Quando foi a última consulta e o que foi decidido nela.
- Diagnósticos e prescrições anteriores.
- Exames recentes, com destaque para o que veio fora da referência.
- Exames liberados depois da última consulta, que talvez o médico ainda não tenha visto.
Ver os exames lado a lado, por data, também ajuda muito. Por exemplo: em vez de abrir três laudos de glicemia separados, o médico vê os três valores numa linha e percebe a tendência na hora.
Segurança e sigilo sem atrapalhar o médico
O prontuário guarda dados de saúde, que estão entre as informações mais sensíveis de uma pessoa. Por isso ele precisa de cuidados que o médico nem percebe no dia a dia:
- Conteúdo cifrado no banco de dados.
- Registro de cada abertura de prontuário: quem abriu, quando e qual paciente.
- Acesso por perfil: a recepção não lê a evolução clínica; o médico vê os próprios pacientes.
- Atendimento finalizado que não pode ser alterado, só complementado por adendo.
A boa notícia é que nada disso exige que o médico faça mais cliques. A segurança deve trabalhar por baixo, sem pedir nada a ele.
Como implantar o prontuário com os médicos a favor
Trocar o prontuário é uma mudança de hábito. Alguns passos ajudam a dar certo:
- Ouça os médicos antes. Pergunte o que mais incomoda no sistema atual e o que eles gostavam em sistemas que já usaram.
- Comece por um grupo pequeno. Dois ou três médicos que topam testar ajudam a ajustar os modelos.
- Traga o histórico. Médico nenhum quer começar do zero. As consultas antigas precisam aparecer no prontuário novo.
- Ajuste os modelos por especialidade antes de liberar para todos.
- Acompanhe a primeira semana de perto, de preferência com alguém da equipe disponível no consultório.
Quando o médico percebe que o sistema poupa tempo, a resistência some. O segredo é mostrar o ganho logo nos primeiros dias.
Erros comuns na escolha do prontuário
Muitas clínicas escolhem o prontuário olhando só a demonstração do vendedor. Na prática, alguns erros aparecem depois de poucas semanas de uso:
- Decidir sem o médico. Quem vai usar o prontuário todos os dias precisa testar antes. Peça para dois ou três médicos simularem uma consulta real.
- Esquecer o celular. Teste a agenda do dia e a abertura do prontuário no celular, não só no computador.
- Ignorar o histórico. Pergunte como as consultas e os exames antigos vão aparecer. Se ficarem num sistema separado, o médico vai continuar abrindo dois programas.
- Não testar os documentos. Faça um atestado, uma receita e um pedido de exames durante o teste e veja quanto tempo leva.
- Não perguntar sobre segurança. Confirme se o conteúdo é protegido e se cada abertura fica registrada.
Um teste simples ajuda a decidir: cronometre uma consulta de rotina no sistema atual e no sistema novo, com o mesmo médico e o mesmo tipo de paciente. Os números são da sua clínica e servem só para comparar. Se o novo sistema não poupa tempo nem traz mais informação, ele não resolve a reclamação do médico.
Por fim, combine com o fornecedor como serão os ajustes nos modelos depois da implantação. As especialidades mudam, os médicos novos chegam com hábitos diferentes, e o prontuário precisa acompanhar.
Como o SENSIS ajuda
O prontuário do SENSIS foi desenhado a partir das reclamações reais dos médicos de uma rede de clínicas. A tela tem as seções à esquerda, o atendimento no meio e o histórico à direita.
- Modelos prontos por especialidade: consulta padrão, pediatria com gráficos de crescimento, oftalmologia com prescrição de óculos, ginecologia e obstetrícia, cardiologia e odontologia com odontograma. Cada médico salva o próprio modelo.
- Documentos no atendimento: atestado, receita, pedido de exames e encaminhamento.
- Painel do médico: pacientes do dia, quem está esperando, chamada da senha na TV e o botão para preparar o atendimento, com resumo e exames lado a lado. Funciona no celular.
- Histórico do sistema anterior dentro do prontuário, marcado como tal.
- Conteúdo cifrado, cada abertura registrada na Auditoria e adendo depois de finalizado.
Os modelos prontos nascem desligados: a gestão liga só os que a clínica usa. Qualquer médico liberado pode buscar um paciente pelo nome, CPF ou código e abrir o histórico só para leitura, com a abertura registrada. Ao finalizar o atendimento, o paciente aparece como atendido na agenda, sem a recepção precisar marcar à mão. Os exames do laboratório liberados no SENSIS aparecem no histórico do paciente, com a marcação de alto, baixo e crítico.
Veja os detalhes em Prontuário e consultório.
Dúvidas frequentes
O que deve ter um prontuário eletrônico?
Modelos por especialidade, histórico de consultas e exames ao lado do atendimento, atestado, receita e pedido de exames no mesmo lugar, conteúdo protegido e registro de quem abriu cada prontuário.
Por que os médicos não gostam do prontuário eletrônico?
Normalmente por telas genéricas, excesso de cliques e histórico difícil de achar. Um prontuário com modelos por especialidade e resumo antes da consulta reduz essas queixas.
O prontuário eletrônico pode ser alterado depois de finalizado?
O ideal é que não. Depois de finalizado, o médico só acrescenta um adendo com data e autor, e o texto original fica preservado.